Cidade de Reserva

Em 1872, o Senhor Hilário Morais Cunha efetuou a colonização de suas terras, e nessas surgiram as primeiras fazendas: Fazenda Reserva - Fazenda Pinhalzinho - Fazenda Campina Bela.

Os primeiros proprietários rurais foram: Coronel Luiz Barbosa de Sá Bittencourt - Antonio de Andrade Camargo - José Pedro e Jordão de Andrade Camargo - José de Morais Lacerda.

Em 1897 um Povoado passou a desenvolver-se na região.

Em 1900 já havia 400 habitantes em sua maioria na área rural.

A primeira denominação ao povoado foi Pinhalzinho, por ser este local rico em pinheirais. Reserva, denominação do nome origem da cidade foi posta, pois estas terras eram reservadas aos índios Kaingangs que habitavam esta região.

Em 1938 por ocasião da instalação da comarca fizeram-na com o topônimo de Campinópolis, porém não durou muito essa denominação e voltando a ser Reserva.

Já para o Instituto Histórico Brasileiro de Geografia e Estatística, existe uma outra versão de seu surgimento. Ele informa que na metade do século XX os primeiros povoadores teriam vindo de São Paulo, e que procuravam ouro nas margens do Rio Tibagi, e acabaram instalando seus acampamentos próximos onde existia uma "reserva" de índios Kaingangs, onde nenhum homem branco havia desbravado antes.

As primeiras residências no perímetro urbano foram dos Senhores: Jorge Campos (Lageano) a primeira casa. Joaquim Miguel Benedito Batista Carneiro Miguel Régis de Miranda. Joaquim Domingos Oliveira - Euclides H. Mercer - Arquimedes Mercer. Antonio Taques (Sinhô Taques) - Cel. Manoel A. Gomes - Leocádio de Oliveira Viana. Joaquim da Silva Carneiro - Leônidas Borba Carneiro - Zeferino Alves Martins. Joaquim Jangada e João Arruda entre outros.


O primeiro comerciante de secos e molhados foi o Senhor Antonio Taques (Sinhô Taques), e logo os Irmãos Euclides H. Mercer e Arquimedes H. Mercer e Valter Techeira de Freitas entre outros.

O Primeiro Padre foi Ferruci Zanetti que vinha de Tibagi e celebrava a missa nas residências dos moradores.
Os Primeiros Comerciantes de medicamentos foram: Manoel Eulêncio da Costa Moreira - Alfredo Santoni - José Pedro de Andrade - José Borges.
O Primeiro Dentista foi o Senhor Alfredo Santoni.
A Primeira Professora foi a Sra. Matilde Pinto.
O Primeiro Professor Particular foi o Sr. Miguel Régis de Miranda.
O Primeiro Chefe e Líder Político da localidade foi o Sr. Leonidas Borba Carneiro.
A primeira Fábrica de Sapatos e Curtume foi dos Irmãos João e José Didek.
O primeiro Escrivão de Reserva foi o Capitão Ernesto Pinto Martins.

Pela Lei Estadual - N° 2038 de 26 Março de 1921 foi elevada á categoria de Município, sendo desmembrada de Tibagi, esta situada no 2° Planalto ou Planalto dos Campos Gerais. Reserva está localizada na região que se constitui parte integrante do grande planalto sul-brasileiro. No Paraná, esse Planalto compreende três subdivisões: 1° Planalto ou Planalto de Curitiba 2° Planalto ou Planalto dos Campos Gerais e Terceiro Planalto ou Planalto de Guarapuava.

A Prefeitura Municipal de Reserva, em documentos na atual Prefeitura Municipal, consta que a construção do primeiro prédio da Prefeitura ocorreu no final do ano de 1921, onde junto funcionava a Câmara Municipal. Porém, aos 28 dias do mês de abril de 1961, houve um incêndio no prédio da Prefeitura, no qual se queimou toda documentação lá existente. O Prefeito da época era o Sr. Oldemar de Andrade.


Logo após o incidente, iniciou-se a construção da segunda prefeitura, já no mandato do senhor Albano Guimarães Martins, a qual funcionou no mesmo local até 19/06/1989. O término da construção da atual prefeitura aconteceu no primeiro mandato do Sr. Frederico Bittencourt Hornung.

A Secretaria Municipal de Educação e Cultura do Município de Reserva foi construída a partir de 1965, na gestão de Albano Guimarães Martins. Uma das fundadoras foi Leonor Martins. Sua finalidade era fazer elo de comunicação entre Secretaria Estadual da Educação, com os municípios.

A Biblioteca Pública Municipal Schirley de Lurdes Taborda Gunha, foi construída em 1978, com o nome de Biblioteca Pública Rogério Borba, na gestão de Frederico Bittencourt Hornung, com o auxílio do 2º Tenente Nelson Nascimento Ribeiro, Doutores Luiz de Albuquerque Maranhão e Higino Alcides Tempski. O 1º Bibliotecário foi Alvedes Cristóvão de Medeiros. Em 1982, na gestão de Frederico Bitencourt Hornung passou a se chamar Schirley de Lurdes Taborda Gunha, que é o nome atual. Sua finalidade é auxiliar alunos e povo em geral, despertando-os para pesquisa e leitura.

A Câmara Municipal foi oficializada em 1925, o 1º presidente foi Leonidas Borba Carneiro, na gestão do Sr. Manoel Antonio Gomes. O Prédio atual da Câmara foi inaugurado em março de 1988. Sua finalidade é discutir e elaborar leis em benefício da população.

A Escola Vicentina Santa Helena, fundada em 05 de janeiro de 1961, sendo a 1ª irmã Ana Piekarz e Rita Tonon acompanhada pela irmã Genoveva Valenga. A Escola Luiza Almeida Ferreira, criada em 2002 sob resolução 3028/01 de 30/01/02, diretora Irmã Maria José de Souza, na gestão Carlos Mário Justus Martins, com a finalidade de educar para a cidadania.




Atividade Econômica

Agricultura, pecuária e extrativismo de madeira.

Produtos Agrícolas

Milho, soja, feijão, trigo, cebola, batata e tomate sendo um dos principais cultivos na região.

Educação

Possui 83 escolas municipais e 6 escolas estaduais, sendo 1 escola de campo Casa Familiar Rural e 1 Particular, oferecendo curso Pré-escolar e 1º grau de 1ª a 4ª série. 1º grau de 5ª a 8ª série e 2º grau Educação Geral e Magistério. Tendo também o NAES (Núcleo Avançado de Ensino Supletivo) atendendo uma clientela de semi-analfabetos e analfabetos proporcionando para conclusão do curso de 1º grau.
E a APAE (Associação de Pais e amigos dos excepcionais)

Saúde

Na área de saúde o município de Reserva conta com um hospital privado, 32 unidades ambulatoriais municipais (postos de saúde) uma estadual e duas administradas por sindicato.
A Prefeitura fornece o transporte de enfermos até outros centros maiores.

Cultura e Esporte

Atividade cultural realizadas em caráter popular através de festas, rodeios no centro de eventos.
A cidade possui um Estádio de futebol localizado no centro da cidade e mini ginásio de esportes para uso dos municípios realizarem jogos intermunicipais e municipais.

Religião

Católicos, Evangélicos, Ucranianos.

Símbolos

Brasão, autoria do Professor Arcinoe Antonio Peixoto de Farias. Escudo clássico flamengo ibérico. Coroa de seis torres. O pinheiro representa a principal fonte econômica no início do desbravamento, duas cabanas indígenas, a reserva dos Kaigangues que existiu no município, uma buzina (estilo boiadeiro) representa os caçadores e tropeiros. À direita uma haste de soja e à esquerda uma haste de milho, representam as produções agrícolas. No listel o nome Reserva ladeado pelos milésimos: 1906 (data da criação e instalação do município).
Bandeira, também sobre a mesma autoria do Prof. Arcinoe Antonio Peixoto Farias.

Geografia

Possui uma área de 1.635 km² representando 0,8203% do estado, 0,2901% da região e 0,0192% de todo o território brasileiro. Localiza-se a uma latitude 24°39'00" sul e a uma longitude 50°51'03" oeste, estando a uma altitude de 938 m. Sua população estimada em 2005 era de 23.973 habitantes.

Demografia

Dados do Censo - 2008
População Total: 25.977
• Urbana: 12.611
• Rural: 14.366
• Homens: 13.917
• Mulheres: 13.060

Índice de Desenvolvimento Humano (IDH-M): 0,646

• IDH-M Renda: 0,603
• IDH-M Longevidade: 0,632
• IDH-M Educação: 0,702

Outros Dados

Aniversário 26 de março
Fundação 1921
Gentílico Reservense

Características Geográficas

Área 1.635,025 km²
População 25.059 hab. est. IBGE/2008 [2]
Densidade 14,7 hab./km²
Altitude 938 metros
Clima subtropical Cfa
Fuso Horário UTC-3

Referências

1. Divisão Territorial do Brasil. Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Página visitada em 11 de outubro de 2008.

2. Estimativas da população para 1º de julho de 2008 (PDF). Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (29 de agosto de 2008). Página visitada em 5 de setembro de 2008.

3. Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil. Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2000). Página visitada em 11 de outubro de 2008.

4. Produto Interno Bruto dos Municípios 2002-2005. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (19 de dezembro de 2007). Página visitada em 11 de outubro de 2008.

Texto - Prof. Tânia Souza
Fotos - Alfredo José Nemecek